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  • Foto do escritorDaiany Andrade

O novo comando da Brigada Aliança

Um dos primeiros a chegar e grande referência na equipe, Osmano Santos assume a função após quase 15 anos dedicados ao combate ao fogo e à proteção do meio ambiente



Em 2024, a Brigada Aliança, equipe altamente treinada e experiente em ações de treinamento, prevenção e combate a incêndios florestais e em áreas agrícolas, ganhou um novo comando.


Osmano Santos, até então chefe de operações e um dos guerreiros mais experientes e respeitados da corporação, acaba de assumir o cargo com a missão de manter a eficiência e o profissionalismo da Brigada.


“O meu comando é de indicar, dar suporte, avaliar, ter controle da situação, de todos que estão trabalhando, procurar soluções, corrigir. Não tem muito o que inventar. É simples e direto”, disse Santos, ao falar das habilidades que serão marcas da sua atuação daqui pra frente.


E não para por aí. Detectar problemas ou falhas na operação desde o início é algo que ele considera fundamental para o sucesso do trabalho.


“Tem que ser um comando que participa, que orienta, que detecta problemas e busca soluções”. Na bagagem, ele traz a experiência de quase 15 anos como integrante da Brigada, as referências de grandes líderes que passaram pela equipe e os conceitos que aprendeu desde à base: dever, respeito e integridade.  

 

Como tudo começou


Osmano Melquíades dos Santos é natural de São Miguel do Araguaia, em Goiás, mas mora no Mato Grosso há mais de 25 anos. Ele foi um dos primeiros integrantes da Brigada Aliança.

Sua história se cruzou com a da Aliança da Terra, em 2009, e ele garante, além da experiência e respeito que conquistou, nada mudou de lá pra cá.   


“Eu tenho a mesma motivação, a mesma inspiração para combater. Se for para a linha de frente, eu vou com a mesma motivação que tive quando eu combati o primeiro incêndio. Tenho o mesmo comprometimento”.  


A porta de entrada foi o primeiro treinamento para brigadistas realizado pela Aliança da Terra, em Água Boa (MT). Na época, Santos trabalhava com serviços gerais, na construção civil, e como fiscal ambiental voluntário para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT).


Ele conta que participou do curso mais pelo aprendizado, pois não tinha muita expectativa de ser selecionado. Havia muitas pessoas participando e muitas com mais conhecimento sobre os projetos da Aliança da Terra do que ele.


Pouco tempo depois, no entanto, passou a integrar a equipe de campo, como diarista, e no ano seguinte, em 2010, já teve a carteira assinada para trabalhar definitivamente como brigadista.


Gratidão e amor pelo que faz são sentimentos que Santos expressa com naturalidade ao falar sobre a sua trajetória na Brigada. “Eu vejo que esse trabalho que a gente faz é mais do que missão, mais do que dever, obrigação, é comprometimento. Eu amo isso aqui, eu amo o que eu faço”.

 

A trajetória de Santos sempre foi de crescimento e evolução. Ele lembra que com um mês após sua contratação formal já recebeu uma homenagem como colaborador do mês e foi algo que marcou profundamente o início da sua história na Brigada.

 

“Eu passei por várias áreas. Fui subindo degrau por degrau”, disse ele, que começou como brigadista, guerreiro e combatente de fogo, depois passou a ter responsabilidades operacionais, como a produção de relatórios, foi líder de equipe e, por último, chefe de operações.

 

“O primeiro ano que me entregaram uma equipe para eu comandar foi em Barra do Garças (MT), em 2016”, lembra Santos. E de lá para cá ele sempre ocupou funções de liderança.

 



Uma nova fase


O convite para assumir o comando da Brigada Aliança chegou pelo fundador e idealizador da Aliança da Terra, o americano John Carter. Em um primeiro momento, Santos recusou. Sempre humilde para reconhecer seus próprios méritos, ele não se considerava o primeiro da fila para receber a proposta.


Mas foi convencido a pensar melhor e a discutir a decisão também com a família. Em casa, teve a tranquilidade, o apoio e a motivação que precisava para aceitar o novo desafio.

E se tem um assunto que ele entende é sobre assumir e vencer desafios. O maior deles acabou de enfrentar na vida pessoal.


Há dois anos recém completados, ele descobriu e iniciou o tratamento de um câncer no estômago. A notícia, claro, chegou como uma bomba.


Mas Santos encarou o tratamento e a doença da mesma forma que atua na Brigada, com sabedoria e comprometimento. Além de uma referência como liderança, ele passou a ser também um exemplo de força e superação.


Após uma cirurgia, várias sessões de quimioterapia e mudanças radicais na alimentação, ele está curado da doença e pronto para viver uma nova fase.

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