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  • Foto do escritorDaiany Andrade

Mais prevenção e menos incêndios em 2023

A valorização das ações preventivas e o aumento da participação das comunidades locais na detecção precoce do fogo são alguns dos principais resultados do trabalho realizado nos parques estaduais de Goiás


Vista do Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco (Foto: Túllio F.)


Em 2023, a atuação da Brigada Aliança nas Unidades de Conservação (UCs) do Estado de Goiás, em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), alcançou grandes resultados.


Parques sem registro de incêndios, o aumento da participação das comunidades locais e do entorno na detecção e no acionamento precoce de ocorrências e a valorização das ações de prevenção são algumas das conquistas obtidas ao longo do ano.


“A gente sempre fala que a prevenção é o melhor combate. O que você investe em prevenção, você economiza em combate”, disse a Diretora Geral, da Aliança da Terra, Caroline Nóbrega.


Os números apresentados no relatório anual da organização reforçam essa tese. No ano passado, as bases que investiram mais horas em atividades de prevenção apresentaram redução significativa nas horas dedicadas ao combate.


Isso é evidente principalmente no caso do Polo Sudeste Goiano - dos Parques da Serra de Caldas Novas (PESCaN) e da Mata Atlântica (PEMA) – e no Polo Metropolitano – Parques Estaduais Altamiro de Moura Pacheco (PEAMP), João Leite (PEJoL) e Telma Ortegal (PETO)-, onde os esforços em atividades preventivas resultaram em menos horas necessárias para o combate.


Essa relação entre prevenção e combate fica evidente quando se analisa os gráficos com indicadores das bases da Brigada Aliança no Estado. Nas áreas em que não foi possível investir tanto em ações preventivas, o tempo dedicado ao combate a incêndios foi mais expressivo.



O período de junho a outubro foi o mais desafiador para o combate aos incêndios, com destaque para agosto, setembro e outubro, meses historicamente preocupantes devido à estação seca e aos ventos fortes que são registrados.


Uma surpresa foi novembro, já reconhecido como um mês mais úmido devido à estação chuvosa, mas que teve registros atípicos de combates em 2023. A explicação é a influência do fenômeno El Niño, que intensificou o período mais seco do ano.

 

Resultado histórico


Pela primeira vez, desde o início da série histórica em 2006, os Parques Estaduais Altamiro de Moura Pacheco (PEAMP) e João Leite (PEJoL), que fazem parte do Polo Metropolitano, não registraram incêndios. Pelo retrospecto histórico, era esperado que esses Parques queimassem, em média, 24%, e o índice foi zero.


“Esse é um resultado que a gente celebra, porque quando começamos a atuar aqui todo mundo falava ‘não tem jeito, esses parques queimam e vão continuar queimando’”, lembra a Diretora Geral da Aliança da Terra.


Além desse resultado histórico, também é importante destacar que nos últimos três anos a presença da Brigada Aliança evitou que, em média, 21% da área dos parques fosse consumida pelo fogo, em comparação com a média no período de 2015 a 2020, quando quase um quarto da área era queimada por ano.


No Parque Estadual Telma Ortegal (PETO), que também faz parte do Polo Metropolitano, era esperado que 2023 fosse um ano de pico de incêndios, devido a um padrão cíclico presente na região.


No entanto, mesmo com as medidas preventivas sendo tomadas de forma tardia, a área queimada foi 18,26% menor do que o esperado, em comparação com a média histórica de 34,58% registrada nos picos anteriores (2013 - 2018).



Comunidades locais


A Brigada Aliança adota um Sistema de Inteligência Territorial e Detecção (SITD) baseado em três níveis de informação – o sensoriamento remoto, o monitoramento terrestre e as redes de apoio, formadas pelas comunidades locais, gestores das UCs e funcionários da SEMAD.


No ano passado, a rede de apoio, mantida por meio de mensagens em grupos de WhatsApp e ligações, foi o grande destaque e representou quase metade (48,9%) dos acionamentos das ocorrências de incêndios nos Parques Estaduais de Goiás e o entorno.


Em seguida, o monitoramento terrestre foi a segunda maior fonte de acionamento (42%), enquanto os alertas via satélite ficaram em terceiro lugar (9,1%) na temporada de 2023. Esses resultados reforçam a importância da “tecnologia social” implementada pela brigada Aliança como um fator crucial para as atividades de prevenção e combate aos incêndios.


“Esse é um resultado que reforça a importância de estarmos atuando com essas comunidades do entorno. Rede de apoio não é só a comunidade, mas é também os funcionários dos parques, os próprios gestores e outros funcionários que não estão diretamente ligados à Brigada, como por exemplo, a ronda de segurança. Todos esses atores estão trabalhando de forma conjunta”, reforçou Caroline.



 

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