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Adrenalina nas veias

Juliano Lopes já tinha lidado com profissões de risco antes de ingressar na Brigada Aliança


Para Juliano Lopes, ser brigadista é mais que uma profissão. Trata-se de uma vocação. Desde os 12 anos ele descobriu que estava destinado a atuar em ações voltadas à segurança das pessoas.


Ainda menino, ele já havia participado do curso de bombeiros mirins e até hoje tem contato com os profissionais que foram seus instrutores. Desde então, até chegar à liderança da equipe da Brigada Aliança em Cáceres (MT), seu foco sempre foram profissões de choque. Foi agente de segurança, guarda vidas por mais de cinco anos e diz que está sempre buscando novas emoções.


No dia 14 de fevereiro passado, ele completou dois anos de trabalho na Brigada Aliança. Em 2020, encontrou a oportunidade via internet e mandou um e-mail para uma pré-inscrição sem grandes expectativas de que fosse selecionado.

Como bombeiro mirim: uma vocação descoberta logo cedo


Na época, Lopes trabalhava como VPT (Vigilante Penitenciário Temporário) e seu contrato com a agência estava próximo do encerramento. A oportunidade repentina veio muito a calhar, afirma.


“Só tinha mais três plantões na agência quando fui convocado para o curso. Foi o momento ideal, mais um pouco e eu ficaria desempregado”.


Durante o primeiro ano como brigadista, Lopes trabalhou em sua cidade natal, Caldas Novas (GO), na equipe com base no PESCaN (Parque Estadual da Serra de Caldas Novas). Depois, foi convocado para assumir o cargo de liderança e se mudou para Cáceres, cidade na qual reside há oito meses com a esposa e os filhos.


Ele conta que a proposta foi inesperada e que mudou toda a sua vida. “Eu cresci em Caldas Novas, tinha casa lá. Nunca tinha vivido em outro lugar, a mudança foi uma questão decisiva pra mim”, diz.

Com a equipe da Brigada Aliança em Cáceres: foco na segurança


Lopes chegou em Cáceres em julho de 2021. Os combates aos incêndios florestais na região começaram em agosto e as ocorrências só diminuíram no final de outubro. Durante este período, ele conta que foi em 21 combates. A princípio, na região, seriam 20 as fazendas amparadas pela base da brigada. Até o momento, no entanto, o brigadista diz já foram cadastradas 51 propriedades.


A 1.400km da cidade que sempre considerou sua casa, Lopes conta que foram a confiança na empresa e a paixão pelo trabalho que fizeram com que ele aceitasse a proposta de se mudar.


“Eu amo o que eu faço. Lidar com o fogo e com a segurança das pessoas é muita responsabilidade, mas já tive experiências passadas que me ensinaram a lidar com isso. Quando eu visto a farda, eu sinto que me torno outra pessoa, é muito bom”.


Como agente penitenciário, apesar do perigo, Lopes diz que trabalhava sem medo e se sentia realizado. Como guarda vidas em Caldas Novas, salvou muitas pessoas que estavam se afogando. Segundo Lopes, este sempre foi seu foco.


Um de seus hobbies desde 2012 é a musculação, que fazia todos os dias, até nos finais de semana, para manter o preparo físico. Desde dezembro, todavia, Lopes explica que parou de treinar por sentir que o hábito lhe trazia força, mas pouca resistência.


O corpo pesado estava atrapalhando o serviço e ele decidiu investir na corrida para aprimorar o condicionamento. “O peso da massa muscular, quando se ganha muita massa, atrapalha atividades como a corrida. Sempre gostei de jogar futebol e meu desempenho piorou muito porque o aumento da massa magra diminui a agilidade. Quando você está com um corpo assim, você fica duro. Por isso comecei a correr dia sim, dia não, um percurso de mais ou menos 20km”.


Um bom condicionamento é imprescindível para o bom desempenho dentro da Brigada, especialmente nos cursos. Lopes comenta que o curso de liderança é um dos mais puxados. “Eu tinha tido Covid um pouco antes do curso com os instrutores que vieram dos Estados Unidos. Tínhamos que empurrar uma camionete por 14 km. Faltavam 4 km para chegar quando passei mal. Foi coisa rápida, logo me recuperei, mas foi bem intenso”.


A agilidade da equipe também é essencial ao trabalho do brigadista. Como líder, Lopes explica: “Temos que fazer uma avaliação de risco, direção do vento, umidade. Uma série de questões devem ser avaliadas antes de agir. Uma avaliação bem-feita é o que leva ao êxito”.

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