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  • luizfsa7

Escalada para a liderança

Unindo a experiência em vencer montanhas com os ensinamentos dos escoteiros, Vitor Silva Negreiros se tornou brigadista em 2020 e hoje é um dos líderes mais jovens da Brigada Aliança


No dia a dia de uma brigada de incêndio, a experiência faz diferença. Porém, para além disso, algumas características, como coragem, disciplina, comprometimento, predisposição para práticas esportivas e amor pelo que se faz, são essenciais para um bom trabalho em campo.


É por isso que profissionais como Vitor Silva Negreiros, um dos líderes mais jovens da Brigada Aliança, são peças fundamentais no combate a incêndios e na preservação do meio ambiente.


Com apenas 24 anos de idade, o brigadista, natural de Caldas Novas (GO), foi atraído para a organização por meio de um hobby, a escalada. Fascinado por aventura e desafios, o mineiro encontrou na atividade um propósito de vida e a adrenalina que até então somente as montanhas proporcionavam.

“Durante uma escalada com um amigo, houve um incêndio em uma área próxima de onde a gente estava. Naquele dia, nós ajudamos a apagar o fogo. Foi um sentimento de dever cumprido, de estar fazendo a diferença. Então, mais tarde, soube que teria o curso para ser brigadista. Eu fiz e logo ingressei na Brigada”, lembra.

Vitor entrou na Brigada Aliança em fevereiro de 2020. Cerca de um ano depois foi efetivado a líder. A mudança de cargo ocorreu devido ao seu bom desempenho em campo, proporcionado, principalmente, por sua experiência com escaladas, que trouxe ensinamentos importantes sobre disciplina e cuidados com a vida.


“Logo que entrei, trabalhei um ano como brigadista no Parque Indígena do Xingu. Lá, junto ao meu líder, adquiri experiência de como combater e também de como liderar uma equipe”, relembra.

Apesar do conhecimento conquistado em campo, a facilidade do goiano em coordenar pessoas se manifestou muito antes, em um grupo de escoteiros que participou, entre os seus 15 e 18 anos de idade, e se destacou por ter sido líder e diretor.

Hoje, Vitor lidera a equipe de combatentes do Polo Pireneus, em Pirenópolis, município do interior de Goiás. Ele é responsável pela proteção de uma área que abrange três parques — Parque Estadual da Serra dos Pireneus, Parque Estadual de Araguaia e Parque Estadual de Serra Dourada em Goiás.


Devido a sua grande extensão territorial, a região é hoje uma das que mais registra focos de incêndios entre as áreas de proteção da Brigada. Por isso, exige dos combatentes bastante atenção, disposição e concentração nas ações de combate. Afinal, em épocas de seca, como aponta Vítor, os parques têm muito material combustível para ser queimado.


“Durante a temporada de seca, eu e minha equipe trabalhamos na proteção desses três parques. Porém, quando acaba a temporada, eu retorno para Caldas Novas, onde trabalho no Parque Estadual de Serra de Caldas Novas (PESCaN) em ações de conscientização”.


Entre as atividades preventivas, visitas a propriedades, para conversar com produtores sobre as melhores formas de evitar os focos de incêndio, monitoramento de áreas sinalização de parques e realização de aceiros são as principais.


A gente tem que ficar sempre atento porque o tempo que você leva para chegar no combate faz total diferença. Quanto mais prevenir e mais rápido for, menos o fogo vai propagar. Ano passado, por exemplo, registramos cerca de 10 incêndios ao redor do Pirineus. Nenhum deles atingiu o parque porque conseguimos controlar antes.”


Motivado por desafios, Vitor quer ir mais longe. Faltando apenas dois meses para se formar no curso técnico de Gestão e Segurança Pública, ele sonha evoluir ainda mais na Brigada.


“Hoje eu sei que faço um trabalho que faz a diferença na sociedade. Melhora a qualidade de vida das pessoas e preserva o meio ambiente. Sinto orgulho de contribuir com isso.”

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